O ponto de partida de todo e qualquer empreendimento é a
idéia de uma pessoa que, a partir de um sonho ou uma vontade de transformar a
realidade, se propõe a tangibilizar o que imagina possa ser um diferencial no
seu ambiente pessoal ou profissional.
Porém ao sair em campo para implementar suas idéias
depara-se com situações para as quais não possui habilidades necessárias ou que
ainda não foram desenvolvidas. Descobre que suas habilidades levam a ter
facilidades para determinadas tarefas que são melhores para realizar e outras
que não conseguem executar. O escritor George Bernard Shaw, perguntado se era
fácil escrever respondeu de pronto; “Ou é fácil ou é impossível.”
Assim são as características de certas pessoas que tem
habilidades para fatos e números, enquanto outros para detalhes e seqüência,
outros ainda para visão holística enquanto alguns se realizam promovendo
relacionamento entre as pessoas, umas tem o dom da palavra e outra da escrita.
Neste momento é que o mais hábil dos empreendedores
coloca em ação a idéia de se associar a pessoas que são hábeis em atividades
“difíceis” para ela, mas que por outro lado são “fáceis” nas habilidades que
ele tem bem desenvolvidas. Peter Drucker dizia que melhor se esforçar para ser
mestre em algo que faz com prazer do que se esforçar para ser mediano
(medíocre) no que não tem gosto em fazer e se associar em que é forte naquilo
que faz bem o que é difícil para você.
Porém não basta esta consciência para transformarmos um grupo de pessoas em uma equipe competente. Alguns pontos devem
ser trabalhados, de forma profunda, para haver esta transformação.
O primeiro deles é as pessoas envolvidas devem ter o
mesmo propósito, o mesmo significado
para suas ações. Cada um deve ter uma razão de ser de suas ações e que sejam
coerentes entre si, independente da cultura, posição hierárquica e anseio
pessoal.
Em seguida devem trabalhar de forma integrada evitando a fragmentação por perda de energia numa
empresa.
Tendo propósito claro e trabalhando integrados, surge um motivo para sua ação – motivação, que é
a chama que irradia a energia para que cada um faça o que deve ser feito.
Devem criar um acordo entre eles para que suas ações
sejam seqüenciais e progressivas para atingir suas metas. Planejar para esta equipe é saber ouvir a opinião de cada membro da
equipe e definir as dependências de suas ações inter-relacionadas deixando para
depois a definição dos prazos de execução, pois sabem que estes dependem dos
recursos que forem colocados à sua disposição.
Apesar de serem sensatos em pensar em planejar não ficam
parados esperando o timing certo para
agir. Para não perder as oportunidades fazem
acontecer, pois utilizam a dinâmica plane-fazendo ou a “fazejamento”.
Para esta equipe, que faz acontecer, os possíveis “desvios”
(comumente chamados de erros) servem de
aprendizado e não para se lamentar lamuriando ou criando uma culpa
imobilizadora. Ver aprendizagem em tudo
é uma atitude positiva no caminho do atingimento de suas metas.
A circulação de
informações entre a equipe é livre e transparente, pois a consideram como
alimento que nutre a empresa e não um bem que deve ser guardado como material
de troca posterior.
Finalmente todos praticam o saber ouvir como uma atitude corriqueira, pois a eles interessa a
solução dos seus problemas (independente de quem tenha dado a idéia salvadora)
e não na necessidade de afirmar seu ego
para parecer superior ou melhor que os demais membros da equipe.
Como estão as atitudes dos membros das equipes que você
tem participado?