Trabalho em Equipe

junho 8, 2010 por José Augusto Neves

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O ponto de partida de todo e qualquer empreendimento é a idéia de uma pessoa que, a partir de um sonho ou uma vontade de transformar a realidade, se propõe a tangibilizar o que imagina possa ser um diferencial no seu ambiente pessoal ou profissional.

Porém ao sair em campo para implementar suas idéias depara-se com situações para as quais não possui habilidades necessárias ou que ainda não foram desenvolvidas. Descobre que suas habilidades levam a ter facilidades para determinadas tarefas que são melhores para realizar e outras que não conseguem executar. O escritor George Bernard Shaw, perguntado se era fácil escrever respondeu de pronto; “Ou é fácil ou é impossível.”

Assim são as características de certas pessoas que tem habilidades para fatos e números, enquanto outros para detalhes e seqüência, outros ainda para visão holística enquanto alguns se realizam promovendo relacionamento entre as pessoas, umas tem o dom da palavra e outra da escrita.

Neste momento é que o mais hábil dos empreendedores coloca em ação a idéia de se associar a pessoas que são hábeis em atividades “difíceis” para ela, mas que por outro lado são “fáceis” nas habilidades que ele tem bem desenvolvidas. Peter Drucker dizia que melhor se esforçar para ser mestre em algo que faz com prazer do que se esforçar para ser mediano (medíocre) no que não tem gosto em fazer e se associar em que é forte naquilo que faz bem o que é difícil para você.

Porém não basta esta consciência para transformarmos um grupo de pessoas em uma equipe competente. Alguns pontos devem ser trabalhados, de forma profunda, para haver esta transformação.

O primeiro deles é as pessoas envolvidas devem ter o mesmo propósito, o mesmo significado para suas ações. Cada um deve ter uma razão de ser de suas ações e que sejam coerentes entre si, independente da cultura, posição hierárquica e anseio pessoal.

Em seguida devem trabalhar de forma integrada evitando a fragmentação por perda de energia numa empresa.

Tendo propósito claro e trabalhando integrados, surge um motivo para sua ação – motivação, que é a chama que irradia a energia para que cada um faça o que deve ser feito.

Devem criar um acordo entre eles para que suas ações sejam seqüenciais e progressivas para atingir suas metas. Planejar para esta equipe é saber ouvir a opinião de cada membro da equipe e definir as dependências de suas ações inter-relacionadas deixando para depois a definição dos prazos de execução, pois sabem que estes dependem dos recursos que forem colocados à sua disposição.

Apesar de serem sensatos em pensar em planejar não ficam parados esperando o timing certo para agir. Para não perder as oportunidades fazem acontecer, pois utilizam a dinâmica plane-fazendo ou a “fazejamento”.

Para esta equipe, que faz acontecer, os possíveis “desvios” (comumente  chamados de erros) servem de aprendizado e não para se lamentar lamuriando ou criando uma culpa imobilizadora. Ver aprendizagem em tudo é uma atitude positiva no caminho do atingimento de suas metas.

A circulação de informações entre a equipe é livre e transparente, pois a consideram como alimento que nutre a empresa e não um bem que deve ser guardado como material de troca posterior.

Finalmente todos praticam o saber ouvir como uma atitude corriqueira, pois a eles interessa a solução dos seus problemas (independente de quem tenha dado a idéia salvadora) e não na necessidade de afirmar seu ego para parecer superior ou melhor que os demais membros da equipe.

Como estão as atitudes dos membros das equipes que você tem participado?

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Publicado em: Gerenciamento de projetos
    Comentários recentes
  • 4 Ednelson Ferreira julho 21, 2010 at 14:58

    A palestra superou as expectativas, o vídeo foi muito adequado e o José Augusto deu um verdadeiro show, prendendo a atenção dos ouvintes. Conheço a Dinsmore desde 2006, quando eles nos auxiliaram na implantação do Escritório de Projetos de TI, também fiz o curso preparatório para a certificação PMP, onde obtive êxito. A equipe de consultores e instrutores sempre foi composta por pessoas de alto nível em gestão de projetos.Mais uma vez, nota 10!

  • 3 Vicente Cecchetti julho 5, 2010 at 13:10

    Mais uma vez saio de uma palestra com o ânimo renovado! Parabéns à DINSMORE pela escolha do palestrante José Augusto Pereira das Neves. Ele trouxe de forma clara e simples a maneira OK de nos relacionarmos com as equipes que gerenciamos, ou seja, a partir do autoconhecimento que nos leva a mudanças eficazes nosssas e, consequentemente, do meio em que vivemos e lideramos.

  • 2 Flávio Neves Ribeiro junho 25, 2010 at 7:28

    As analogias com os exemplos citados dos comportamentos das crianças foram bem adequadas ao tema da palestra e enriquecedoras para nos mostrar a simplicidade que deve haver na condução do relacionamento dentro de uma equipe de trabalho.

  • 1 Yolanda Braconnot junho 15, 2010 at 9:15

    Como sempre José Augusto foi brilhante na abordagem do tema.

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